sábado, 23 de outubro de 2010

Sou grato a Deus por ter nascido num lar evangélico, e desde a infância ter visto os milagres de Deus na vida de minha família. Sim, o Deus que cura, que multiplica o pão, que sustenta, que faz do fraco forte. Porém, mais grato ainda sou por ter aprendido que “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação” (Habacuque 3.17-18). Porém, nestes últimos dias tive oportunidade de analisar a minha vida. Não quero mais enxergar os milagres de Deus apenas nos “presentes” que busco, nas futilidades da vida. Quero sim, orar por milagres, mas enxergá-los nas vidas sendo salvas, nos aflitos sendo amados, nos cansados sendo aliviados. Neste momento onde o costume é determinar, quero orar ROGANDO a Deus, que pela sua maravilhosa graça, enfermos possam ser curados, cativos sejam libertos dos pecados e dos vícios, que casamentos sejam reconstruídos, que a Igreja Militante se santifique.

Irmãos, que possamos, como igreja, refletir nas palavras do apóstolo Paulo em sua primeira carta aos Coríntios 14.20: “Irmãos, em respeito ao mal, sejam crianças, mas quanto ao modo de pensar, sejam adultos”. Urge a necessidade de reaprendermos a pregar que a nossa esperança não se resume nesta vida. Que possamos viver sabendo que “Quem crê em Deus não é um otimista. Ele não precisa do pensamento positivo. Quem crê em Deus não é pessimista. Ele não precisa da lógica da dialética negativa. Quem confia em Deus sabe que Deus aguarda por ele, que ele está convidado para o futuro de Deus e tem em suas mãos, com isso, o mais maravilhoso convite de sua vida.” (Jürgen Moltmann)

Que Deus nos abençoe.