DESEJO, RAZÃO E VONTADE
Quando o ser humano elimina o turbilhão dos desejos, alcança a quietude da alma, pois são estes a causa do sofrimento e dos males. Então livre-se do domínio dos desejos.
A vontade é a faculdade da razão para administrar a satisfação dos desejos. O desejo é natural e necessário; é forte... então entra a vontade para administrar como atender o desejo de forma que este não ofenda a sua fé..
Quando a pessoa é dominada pelo desejo, pela paixão... faltou força de vontade; está fraca a sua vontade de superar o desejo.
A vontade é decisiva para a decisão certa e fazer escolhas. E aceitar as coisas como elas são. Trata-se de um tipo de aceitação heróica da necessidade. Logo, a virtude depende de uma relação prioritária com Deus e não da relação com o pecado e outros. As primeiras virtudes são a fé e o amor.
A fé é quando tenho dúvida e não a certeza. Quando tenho certeza, não preciso de fé. A fé está no campo da esperança, daquilo que duvido.
No cristianismo o indivíduo é dotado de liberdade de escolha. A vontade do bem foi afetado no ser humano por causa do pecado. A natureza humana como obra de Deus é perfeita. Na verdade o que foi afetado pelo pecado no homem foi a vontade. Esse agora não consegue mais usá-la bem. Por isso, o desejo aflora, não tem forças de vontade para dominar o pecado. É necessário usar Deus como referencia. A graça deve prevalecer mais que o pecado e encontrar a vitória sobre as obras da carne com os frutos do Espírito. A vontade é livre, mas é fraca em si mesma.